Espiritismo… Vamos aos fatos! Sábado, 17, Maio, 2008
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Ricardo B. Marques [1]
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1. O que chamamos de “Espiritismo”?
1.1.Toda iniciativa, formal ou não, coletiva ou individual, hoje e em qualquer época, que creia em e/ou pratique a consulta aos “mortos”. As demais crenças e práticas consideradas espíritas são derivadas, direta ou indiretamente, desta definição.
1.2. Nessa perspectiva, são considerados movimentos, práticas ou “linhas” espíritas:
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Linhas |
Origem |
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Kardecismo (mesa-branca ou “alto” espiritismo)
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Francesa, com outras influências |
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Ocultismo/Esoterismo (Gnosticismo, Rosa Cruz, Magia, Teosofia, LBV etc.)
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Várias, mas a maioria com forte influência do orientalismo |
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Candomblé/Umbanda, Quimbanda etc. (“baixo” espiritismo)
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Africana, com sincretismo [2] católico e indígena |
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Pajelança (xamanismo; rituais indígenas)
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Indígena, em todas as Américas |
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“Consultas” espirituais, quiromancia, cartomancia, |
Paganismo antigo, bruxaria européia, sincretismo com outras linhas |
Outras |
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2. Breve histórico do Espiritismo
2.1. A consulta aos “mortos” já era prática comum entre grande parte das culturas pagãs, desde os tempos antigos. A própria Bíblia revela isso. Por exemplo, em Deuteronômio cap. 18 Deus afirma que os habitantes de Canaã, antes de Israel chegar à terra, praticavam a consulta aos “mortos”, e o próprio Deus alerta que isso é “abominação”. Em 1º Samuel 28 lemos sobre o rei Saul indo à tenda de uma médium para tentar falar com o falecido profeta Samuel – o rei acaba sendo enganado pela “médium” e pela “entidade” que se aproveita da situação e se faz passar por Samuel. Saul é repreendido severamente por Deus, e a profecia do falso espírito de Samuel acaba não se cumprindo como ele previra, comprovando não ter sido um contato genuíno com o profeta.

Pintura retratando o encontro entre o rei Saul e a entidade que se fez passar pelo profeta Samuel, mediado pela “médium” de Endor. O quadro retrata erroneamente a situação, uma vez que Saul nada viu, pois somente a “médium” supostamente via e intermediava o diálogo com a “entidade”. A passagem bíblica demonstra que a “médium” não disse que o “espírito” era Samuel, mas sim que era “um homem ancião, envolto numa capa”; então, é dito que Saul “entendeu que era Samuel”, ou seja, foi um ato de pura extrapolação por parte do ansioso Saul… A partir daí, estava montado o cenário para o engodo. As profecias proferidas pela entidade não se cumpriram à risca, e na Bíblia o não-cumprimento de uma profecia com exatidão é prova de que não veio de Deus, mas das trevas, do enganador. Por isso Saul foi severamente repreendido pela consulta que fez à “médium”, prática que Deus afirmou ser uma abominação.
2.2. A consulta aos “mortos” estava sempre associada à feitiçaria e a práticas consideradas “adivinhatórias”, típicas das culturas pagãs e que hoje têm voltado a popularizar-se. Exemplos: necromancia, astrologia, encantamentos, cartomancia, quiromancia, interpretação de sonhos etc.
2.3. Tais práticas – incluindo a consulta aos mortos – ocorriam, no entanto, de forma geralmente individual, espontânea e não-organizada. Relatos bíblicos sobre o cotidiano das culturas e civilizações nos tempos do Antigo Testamento, a exemplo da Babilônia, Pérsia, Assíria e tantas outras, revelam que alguns adivinhos trabalhavam para os reis, praticando principalmente a consulta aos “mortos” e aos astros, a interpretação de sonhos, a feitiçaria e outras, em grande parte dos casos com a intenção de prever o futuro. Entretanto, havia uma maioria de “médiuns” que oferecia seus serviços ao povo, em tendas montadas nas ruas ou fora das cidades, incluindo também a feitiçaria, encantamentos etc.
2.4. Essa forma de espiritismo mudou muito pouco até o século XIX. A partir dessa época o Ocidente, colonizado por cristãos protestantes ou católicos, ainda presos a concepções religiosas inquisidoras e não-bíblicas, em vez de se dedicarem mais à pregação do evangelho, ao amor ao próximo e à denúncia do pecado, preferiam ocupar-se em perseguir e punir duramente os que praticavam a feitiçaria (na qual se incluía a consulta aos “mortos”). Por fugir disso, sempre houve muitos que realizavam suas práticas espíritas secretamente. No século passado (XX), entretanto, o Ocidente já vivia um cristianismo mais secularizado e apenas nominal, e junto a esse fato houve uma redução da postura inquisidora de muitos religiosos. Assim, a consulta aos “mortos”, bem como outras práticas místicas pagãs, sentiram-se livres para retomarem sua influência. E, por despertarem a curiosidade, acabaram tornando-se uma espécie de “mania”. A consulta aos “mortos” seria a locomotiva desse trem que logo se tornaria uma “febre”.
2.5. Um evento considerado marcante como impulsionador dessa nova “mania” foi o das irmãs Fox, nos Estados Unidos. Em 1848, ainda crianças, dizendo ouvirem sons (pancadas no assoalho de madeira) na casa em que moravam, tentaram descobrir do que se tratava e perceberam que os sons respondiam a pancadas ou estalar de dedos produzidos por elas. Assim criaram um código, através do qual disseram poder comunicar-se com o espírito de um morto que habitara a casa. A história se espalhou pelas Américas e pela Europa, e logo todos estavam tentando um contato com algum “espírito”.

Casa da família Fox, imigrantes alemães, situada em Hydesville, Nova Iorque (EUA), onde as três irmãs fizeram a população local acreditar que o espírito de um morto se comunicava com elas através de um código de estalidos e batidas na madeira.
2.6. Diversas iniciativas para se estudar os “fenômenos espirituais” logo apareceram. Na Inglaterra, um grupo de intelectuais, entre eles o famoso escritor Arthur Conan Doyle, passou a questionar publicamente tanto a posição bíblica quanto a postura oficial da Igreja sobre o assunto. Doyle achava que a consulta aos “mortos” era algo possível e aceitável.
Arthur Conan Doyle, criador do detetive Sherlock Holmes e expoente da “linha inglesa” do espiritismo, que se opunha ao espiritismo francês de Allan Kardec. Doyle considerava a reencarnação uma doutrina espúria e injusta, adaptada por Kardec a partir do hinduísmo e budismo, para dar artificialmente, às pessoas, explicações de aparência lógica para o sofrimento e o mal.
2.7. Paralelamente, na década de 1850, surgiu nesse cenário um francês chamado Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em 1804, filho de advogado e maçon do grau 33. Ems endo maçon de alto grau, fica claro que aquele homem era um iniciado em assuntos esotéricos (filosofia oriental associada com gnosticismo, teosofia e ocultismo). Um dos principais feitos de Hippolyte Léon foi construir uma mistura da crença grega sobre “transmigração da alma” e do dogma hindu-budista da “lei do karma”, resolvendo adaptar a idéia para a visão racional e “cristianizada” do homem ocidental e assim criar uma nova doutrina da reencarnação, dizendo que a mesma lhe foi ensinada por “espíritos de luz”.

Allan Kardec, o criador da “linha francesa” do espiritismo, que, adaptando crenças orientais à cultura ocidental pseudo-cristianizada, passou a incluir a reencarnação na crença espírita e foi fortemente combatido pela “linha inglesa”.
2.8. Autodenominando-se a reencarnação de um poeta celta, Hippolyte Léon adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Dizendo-se escolhido pelo plano espiritual para divulgar uma nova mensagem para a humanidade, e afirmando ser orientado pelos “espíritos” que falavam com ele, Kardec passou a escrever obras que se propunham a explicar os detalhes sobre os mistérios da vida e da morte, da origem e destino do espírito humano. E, é claro, incluiu sua crença na reencarnação, devidamente adaptada aos moldes ocidentais.
2.9. Em 1857 Kardec publica seu primeiro livro, O Livro dos Espíritos. Este foi seguido pelo Livro dos Médiuns, pelo Evangelho Segundo o Espiritismo e muitos outros. Bastante inteligente, culto e versátil, Allan Kardec, através de suas obras supostamente “ditadas pelos espíritos”, conseguiu transformar o espiritismo desorganizado numa filosofia religiosa organizada e com um complexo corpo doutrinário. Com isso contribuiu mais do que qualquer outro para que a sua interpretação pessoal dos chamados “fenômenos espirituais” se tornasse a mais aceita, o que ficou conhecido na época por espiritismo francês ou kardecismo.
2.10. Naqueles anos houve embates ferozes entre o espiritismo inglês, de Conan Doyle, e o francês, de Kardec. Os ingleses criam na sobrevivência do espírito e na possibilidade de se falar com os mortos, mas recusavam-se a crer na reencarnação: “é uma doutrina absurda e injusta”, dizia Doyle. “Como posso acreditar que pagamos nesta vida por algo ruim que fizemos em outra, quando nem mesmo nos lembramos ou compreendemos o que fizemos?”, argumentavam os ingleses. Mas a linha francesa foi vitoriosa, espalhando-se no mundo com mais eficiência, graças às dezenas de livros muito bem escritos de Allan Kardec. Foi dessa maneira que este passou a ser considerado o “codificador do espiritismo”.
2.11. Em 1875 entra no cenário mundial a russa naturalizada americana Helena Petrovna Blavatsky. Considerada “médium” desde a infância, Helena afirma receber mensagens secretas de “espíritos iluminados” pertencentes à “Fraternidade Branca”, uma espécie de “comitê espiritual” encarregado de dirigir os rumos da humanidade. Sob forte influência do gnosticismo e do orientalismo, naquela ano ela funda a Sociedade Teosófica, uma entidade que até hoje se propõe a propagar “um outro nível de verdades espirituais” no mundo. Diferentemente de Kardec, Madame Blavatsky, como era conhecida, elaborou doutrinas nada agradáveis para os cristãos, mesmo para os menos informados. Autora de uma obra quase tão vasta quanto a do espírita francês, ao contrário deste ela começou dizendo que o cristianismo era uma “desgraça que se abatera sobre a Terra”, que era responsável pelos anos negros que vivemos e que precisava ser eliminado, a fim de que uma nova era de paz, liberdade e prosperidade se instalasse no planeta. Seus ensinos foram fortemente influenciados pelos do orientalismo e do gnosticismo, de onde “pescou” uma grande parte das crenças, lendas e ensinamentos e adaptou-os a conceitos espíritas, alguns próprios, outros de Kardec etc., segundo a conveniência de suas interpretações pessoais e aplicando o tempero de sua imaginação extremamente fértil. Tornou-se a “mãe do esoterismo moderno”, influenciando o surgimento de diversas linhas esotéricas e organizações correlatas, dentre elas quase todas as sociedades secretas místicas, como as diversas ordens rosacruzes (curiosamente concorrentes entre si) e as maçonarias (idem), dentre outras, sendo que todas estas têm por hábito criar histórias antigas para suas origens, na tentatuva de legitimarem suas fábulas e doutrinas. Inclua-se aí as organizações gnósticas atuais, que se afirmam as legítimas representantes do “conhecimento oculto”. A literatura de madame Blavatsky (A Doutrina Secreta em vários volumes, Véu de Ísis e outras), baseada em histórias “perdidas”, ensinos “secretos” e mistérios fabulosos de supostas civilizações muito antigas e altamente desenvolvidas, revelados pelos “espíritos de luz” com quem ela dizia comunicar-se, é cultuada entre rosacruzes, maçons, magos, gnósticos e todos os tipos de esoteristas, no mundo inteiro.

Helena Petrovna Blavatsky, criadora da Teosofia e considerada matriarca do esoterismo. A Teosofia é uma ideologia sincrética que reúne miscelâneas de fragmentos de crenças orientais com misticismos diversos, associados à criação de mitos sobre evoluídas civilizações muito antigas que dominaram a Terra no passado. A doutrina de Blavastky, que se constitui no alicerce do esoterismo dos séculos XX e XXI, e é a precursora do movimento Nova Era, baseia-se em supostos “ensinos secretos” provenientes desse passado remoto, mantidos por “sociedades secretas”. Considerava o cristianismo uma “desgraça”, pois era a única concepção cósmica existente com a qual sua doutrina era incompatível – portanto, uma “pedra no sapato” de Blavatsky. Por isso, ela pregava a extinção do cristianismo.
· o fato de se dizer “cristão”;
· de usar alguns textos da Bíblia;
· de falar em nome de Deus e chamar Jesus de Mestre dos mestres;
· de afirmar ser uma “filosofia”, e não uma religião;
· de dizer-se “neutro” e ser aberto a pessoas de todas as religiões;
· de apresentar-se como uma “ciência”, baseado na observação e em “evidências”;
· de dar forte ênfase na prática da caridade;
· de prometer que os entes queridos que morrem podem falar conosco e nós com eles, trocar mensagens e ajudarem-se mutuamente;
· de oferecer o conforto de não crer numa condenação eterna e que todos um dia chegarão ao reino dos céus;
· etc.
2.13. Em 1888 uma das três irmãs Fox (Margareth Fox) declarou que toda a sua história não passara de uma fraude. Segundo as próprias palavras dela, tudo havia começado apenas como uma brincadeira para assustar a mãe e que, como a coisa recebeu mais crédito do que esperavam, resolveram tirar partido da situação, e assim o fizeram por quase 40 anos. Como muitos duvidaram de seu depoimento, Margareth e outra irmã (uma já havia morrido, alcoólatra e em desgraça) reuniram uma grande platéia num auditório e demonstraram que as “pancadas na madeira”, que eram tidas como as respostas do morto com quem elas diziam se comunicar, na verdade eram estalidos provocados por elas mesmas, com as juntas dos dedos dos pés. Médicos presentes examinaram as irmãs enquanto estas provocavam os estalidos e confirmaram que era uma técnica curiosa que elas desenvolveram ainda crianças: o osso do dedo batia no assoalho ou num banco de madeira e produzia um som audível até o outro lado do auditório. Infelizmente o espiritismo já havia se espalhado como uma febre pelo mundo, de maneira que, mesmo com o depoimento das irmãs, a movimentação não se reverteu.
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As três irmãs Fox, consideradas responsáveis por desencadear a “mania” de consulta aos mortos que se espalhou pelos EUA e pela Europa, no final do século XIX e começo do XX. Após a fama inicial, as três caíram em desgraça, uma delas morrendo. Certas de que seus problemas eram conseqüência de sua “brincadeira”, as duas sobreviventes confessaram publicamente que toda a história do contato com o “espírito” fora uma fraude. Para provar, convidaram quem quisesse ir a um auditório, onde as duas demonstraram como faziam os estalidos na madeira, atribuídos ao “espírito”, usando um movimento com o dedão do pé, habilidade incomum que elas desenvolveram quando crianças. Entretanto, a essa altura os anjos caídos que se fazem passar por “espíritos de mortos” já haviam se aproveitado da situação e, independentemente da brincadeira das meninas, espalharam a febre dos fenômenos sobrenaturais mundo afora. Ninguém mais estava disposto a raciocinar sobre a origem fraudulenta do espiritismo, e nem em tentar saber como, ou por que, a prática se espalhara tão estranhamente.

Batismo de sangue nas religiões afro-brasileiras. Estas religiões são sincréticas, isto é, foram “inventadas” a partir da junção adaptada de partes de outras religiões: crenças africanas misturadas a crenças ameríndias, católicas e espíritas. Ou seja, uma “verdade” fabricada. Consideram a si próprios como espíritas, porém as linhas espíritas próximas ao kardecismo rejeitam com veemência essa identidade. As crenças afro-brasileiras fundamentam-se nos orixás, entidades espirituais temidas que escravizam espiritualmente seus adoradores e seguidores, de acordo com o testemunho de muitos líderes de terreiros, pais e mães-de-santo que descobriram a verdade e se converteram a Jesus. Em certas tribos africanas os orixás são abertamente assumidos como sendo demônios, o que é confirmado pela Bíblia; porém, no sincretismo afro-brasileiro a influência católica e o risco de rejeição pela sociedade fizeram com que os líderes fossem disfarçando a imagem maléfica que originalmente está associada aos deuses dos terreiros, o que acabou criando o estado atual de coisas, em que a verdadera natureza dessas entidades só é revelada abertamente aos adeptos depois de estes estarem suficientemente entranhados nas práticas destas religiões. Até o “exu”, que mantém sua tradicional imagem diabólica, é apresentado aos curiosos e iniciantes apenas como uma entidade “amigável e brincalhona”. Mas, segundo ex-líderes de terreiros que buscaram libertação e entregaram suas vidas a Jesus, os adeptos que já estão aprofundados na religião conhecem o verdadeiro e sombrio lado dessas criaturas das trevas.
2.15. O espiritismo, que não é mais restrito à prática de consultar os “mortos”, comporta-se como um verdadeiro camaleão, pois se transforma de acordo com os traços culturais e a intelectualidade de cada um. Apresenta-se de início como uma filosofia “neutra”, aberta e compatível (?) com todos os credos, e que é essencialmente cristã e bíblica (confundem cristianismo com a prática da caridade e do amor ao próximo). Mas com o passar do tempo (variando de pessoa para pessoa, de acordo com o nível de envolvimento de cada uma), o participante é confrontado internamente, de forma a perceber que a Bíblia e a doutrina espírita são incompatíveis, sendo induzido a optar pela segunda. Testemunhos de ex-médiuns e ex-espíritas da “alta cúpula”, mas que se converteram a Jesus, confirma que, quando o praticante muito envolvido recusa fidelidade à doutrina espírita e busca esclarecimento na Bíblia, os “espíritos” que até então falavam em nome de Deus e pregavam o bem repentinamente se enfurecem e fazem todo o tipo de ameaça à pessoa e à sua família, prometendo desgraça e até morte caso não decida permanecer com eles. Isto mostra a verdadeira natureza desses “seres de luz” que se manifestam aos vivos, fazendo-se passar por espíritos de pessoas falecidas a fim de atingir certos objetivos que somente o estudo da Bíblia e a comunhão com Jesus Cristo podem revelar claramente.
Resumo da história do espiritismo
- A consulta aos “mortos” era uma prática comum desde as culturas antigas, como relata o Velho Testamento, e estava sempre associada à feitiçaria e práticas “adivinhatórias”, típicas do paganismo.
- Acontecia de maneira não-organizada. Havia “médiuns” que serviam aos reis e outros que montavam suas “tendas” na cidade para atender o povo.
- Durante mais de 2.000 anos pouca coisa mudou nessas práticas. A partir da Inquisição Católica Romana até o século XIX, no ocidente, a consulta aos “mortos” e outras atividades do gênero eram feitas secretamente. A partir de então, com as mudanças culturais e sociais, virou “mania” liberada.
- Irmãs FOX – 1848: suposto contato com “espírito” através de batidas em mesas e assoalhos – logo “todo” o mundo ocidental estava tentando a mesma coisa.
- Formam-se grupos de estudos dos “fenômenos espirituais”. Surge o espiritismo inglês, defendido por Arthur Conan Doyle, que acreditava na possibilidade de se falar com mortos, mas combatia a idéia de reencarnação.
- Hippolyte Léon Denizard Rivail – nascido em 1804 na França – maçon do grau 33 – iniciado em assuntos esotéricos e orientais – mistura a crença grega na “transmigração da alma” e a “lei do karma” hindu-budista, desenvolvendo a doutrina da reencarnação, adaptada para uma concepção ocidentalizada. Em 1853 Denizard Rivail adota o pseudônimo de Allan Kardec e se diz “missionário dos espíritos”. Torna-se escritor de obras ditadas pelo “plano espiritual”.
- 1857 – primeiro livro de Kardec: O Livro dos Espíritos. Seguem-se O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo e muitos outros. O espiritismo francês se espalha como uma febre.
- Espiritismo inglês X Espiritismo francês – Kardec vence.
- 1875 – Helena Petrovna Blavatsky cria a Sociedade Teosófica. Ensina um espiritismo esotérico que, ao contrário do kardecismo, é ateísta e anti-cristão. Prega a extinção do cristianismo.
- O kardecismo foi o que mais se popularizou, por causa de diversos fatores, como:
· o fato de se dizer cristão;
· de usar alguns textos da Bíblia;
· de falar em nome de Deus e chamar Jesus de Mestre dos mestres;
· de afirmar ser uma “filosofia”, e não uma religião;
· de dizer-se “neutro” e ser aberto a pessoas de todas as religiões;
· de apresentar-se como uma “ciência”, baseado na observação e em “evidências”;
· de dar forte ênfase na prática da caridade;
· de prometer que os entes queridos que morrem podem falar conosco e nós com eles, trocar mensagens e ajudarem-se mutuamente;
· de oferecer o conforto de não crer numa condenação eterna e que todos um dia chegarão ao reino dos céus;
· etc.
- 1888 – Irmãs Fox confessam sua fraude. Era uma brincadeira de criança para assustar a mãe. Num auditório mostram como produziam as “pancadas na madeira” feitas “pelo morto”. Mas isso não refreia mais o espiritismo.
- Últimos 30 anos – o kardecismo perde espaço para o esoterismo e o afro-espiritismo. Esoterismo – influência dos gurus orientais dos anos 60; Afro-espiritismo – sob ingênua influência dos movimentos de cultura negra, indigenismo e músicas afro.
- O espiritismo torna-se mais complexo e comporta-se como um “camaleão”. De “filosofia cristã neutra” no início, depois manifesta-se ameaçador aos mais envolvidos, cobrando fidelidade às “entidades espirituais” e rejeição aos princípios genuinamente cristãos.
3. Minando as bases “racionais” do Espiritismo
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Posicionamento espírita |
Incoerência lógica |
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Negam a Bíblia como a Verdade revelada de Deus |
Mas usam textos da Bíblia para “confirmar” suas crenças |
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O “espírito” Ramatís é uma das entidades que mais ditou ensinamentos e doutrinas para o espiritismo |
Porém, Ramatís mentiu várias vezes nos seus ensinos. Um dos casos foi o do livro “A Vida no Planeta Marte”, psicografado pelo médium brasileiro Hercílio Maes, onde em 1957 descreve com detalhes a adiantada civilização marciana. Ainda assim, os espíritas continuam confiando em Ramatís. |
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Apresentam-se como ciência e estimulam uma atitude crítica, lógica e científica em relação ao pensamento e ao conhecimento |
Entretanto, não investigam os depoimentos de ex-médiuns e ex-espíritas famosos que se converteram a Jesus e passaram a denunciar os “bastidores” do espiritismo, provando tratar-se de um “belo” engano demoníaco*. |
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Acusam a doutrina bíblica da condenação eterna de injusta e, por isso, inaceitável |
Mas adotam a doutrina da reencarnação, acusada de injusta e inaceitável até pelo espiritismo inglês. |
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Os “espíritos de luz” revelam-se no kardecismo como entidades superiores representantes da Verdade de Deus, orientados por Jesus |
Só que as revelações dos “espíritos” de Kardec não batem com as dos “espíritos” de Madame Blavatsky, ambas não batem com os “espíritos” orientalistas e nenhuma bate com as entidades do espiritismo afro-ameríndio – além de várias discordâncias, estas outras 3 correntes não crêem no Deus pessoal cristão, não têm nenhuma consideração por Jesus e nem se harmonizam com os ensinos de Jesus, dos apóstolos e dos profetas, na Bíblia. |
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Os “espíritos” ensinam no kardecismo que a reencarnação é uma dádiva que nos aperfeiçoa e nos aproxima do reino dos céus, que só os seres humanos reencarnam, e sempre como humanos |
Idem anterior. Os “espíritos” do espiritismo esotérico e do espiritismo oriental ensinam a reencarnação como uma escravidão da alma, que aprisiona o espírito humano a corpos físicos, que podem variar de vegetal a animal, e até mineral. Para livrar-se dela o homem precisa praticar a meditação, o esvaziamento mental e a mortificação do corpo e da mente**. |
* Vide os seguintes livros de ex-médiuns famosos: Nos Bastidores dos Espíritos; O Espiritismo à Luz das Sagradas Escrituras; Eu falei com os Espíritos; Minha Vida com os Espíritos; The Beautiful Side of Evil; Like Lambs to Slaughter etc.
** Vide o testemunho de conversão de Rabi Maharaj, em A Morte de um Guru.
4. Argumentos que podem ser usados pelos cristãos
· Questionar: como os espíritas podem usar a Bíblia sem crer nela? Isto é uma incoerência. E se disserem que crêem na Bíblia, como explicam os ensinos desta contra as crenças do espiritismo? E se argumentarem que “somente algumas partes da Bíblia contêm a Verdade de Deus”, por que será que a “verdade” está contida justamente nas poucas passagens que eles próprios selecionam, fora de seu contexto original?
· Os espíritas devem ser levados a uma posição de coerência: se crêem na Bíblia, então precisam crer em toda a Escritura, e não apenas nas passagens convenientes às suas crenças. Se não crêem, então não podem crer nem mesmo que Jesus tenha existido, não deveriam fazer uso de nenhuma de Suas palavras e nem de trechos escritos pelos apóstolos e profetas, já que a Bíblia é o único documento histórico-arqueológico que traz referências a estes personagens.
· Os espíritas dizem que Paulo e Moisés foram “os dois maiores médiuns da humanidade”. A única fonte histórica fidedigna que nos fala de Paulo e Moisés é a Bíblia, portanto os espíritas crêem que estes dois existiram por que crêem no que a Bíblia diz sobre eles. Só que os escritos de Paulo e Moisés, existentes apenas na Bíblia, negam veementemente a doutrina espírita e a possibilidade de que os dois homens bíblicos fossem “médiuns” (cite-se como exemplo Dt 18: 10-12 e Ef 2: 8,9/Hb 9:27). Nessa hora, o que está na Bíblia não tem valor para os espíritas, demonstrando incoerência lógica da parte deles.
· Como é possível aos “espíritos” ensinarem uma coisa através do kardecismo, outra através do espiritismo afro-ameríndio, outra pelo espiritismo esotérico e ainda outra pelo espiritismo oriental? A “verdade dos espíritos” não deveria ser uma só?
· Como podem os espíritas continuarem tomando por base os ensinamentos de “espíritos de luz” como Ramatís, que já foram desmascarados como mentirosos declarados?
· Outros que você mesmo pode criar, utilizando o senso crítico, o raciocínio e a lógica de pensamento.
5. Quadro comparativo Espiritismo X Bíblia – o que cada um diz sobre…
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Espiritismo [3] |
Bíblia [4] |
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Ressurreição corporal de Jesus
· Para o kardecismo, o corpo carnal de Jesus morreu na cruz e o que apareceu depois foi seu espírito (corpo fluídico), que então elevou-se e “apagou-se”. Seu corpo e seu espírito eram como os de todos nós (A Gênese, pág. 1054 e 1055). |
Ressurreição corporal de Jesus
· Negar a ressurreição corpórea de Jesus é pregar “um novo evangelho, maldito” (1ª Co 15:3-6,14-17; Gl 1:8,9). · O próprio Jesus disse que iria ressuscitar (Jo 2: 19-22). · Quando as mulheres chegaram para visitar o túmulo, ele estava vazio – sem corpo (Lc 24: 1-3). · Os anjos testemunharam Sua ressurreição (Lc 24: 4-6). · Jesus apareceu várias vezes, depois de ressuscitado (Lc 24:36-41; Jo 20:19-21, 25-28; Mc 16:9). · Jesus não “apagou-se”, Ele foi assunto aos céus (At 1:9-11). |
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Salvação
· No mundo dos espíritos as almas fazem o mal como aqui. Colhem o que semeiam, mas são gradualmente purificadas e abençoadas. O homem torna-se seu próprio salvador. Aperfeiçoa-se nesta vida pelo convívio com os espíritos e pela prática das obras (caridade). |
Salvação
· Somos salvos pela graça (Ef 2:8,9) · Não pode ser obtida por obras (Tt 3:5; Gl 2:16-21;3:10,11; Rm 6:23; etc.) · A salvação só vem por meio de Jesus (Jo 14:6-10; At 4:12; 1ª Tm 2:5; Jo 20:31; 1ª Jo 4:14; Jo 3:16; etc.) |
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Deus
· O kardecismo fala de um Deus pessoal e infinito; as outras linhas não. Há muitas posições, inclusive politeístas (“quando há mentes que necessitam de um deus para adorar, o plano espiritual providencia quantos deuses forem necessários”, crêem alguns) |
Deus
· Deus é um ser pessoal (Jo 17:3; Sl 116:1,2; Gn 6:6; Ap 3:10 etc.) · Deus é único (Dt 6:4; Is 45:5,18; 1ª Tm 1:17; Jd 25 etc.) |
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Bíblia
· Não é um livro sagrado, apenas uma boa literatura religiosa · Não é a Verdade revelada e seus autores não foram inspirados por Deus · É cheia de incoerências, falsos ensinos e deturpações. Algumas partes são corretas. |
Bíblia
· É inspirada por Deus (2ª Tm 3:16; 2ª Pe 1:20,21 etc.) · Ela é a Verdade revelada de Deus e erra quem não a conhece e não a considera (Mt 22:29; Mc 12:24; Jo 2:22; Jo 5:39; At 17:11; At 18:28; Rm 15:4; Gl 3:8; Gl 3:22; 2ª Tm 3:16 etc.) · Paulo já considerava os escritos do NT como Escrituras (1ª Co 15:4) · É infalível (Jo 10:35) |
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Jesus Cristo
· Não era divino, nem Cristo, nem salvador – era um médium e sua missão era dar um exemplo de amor e caridade · Para o kardecismo, foi o espírito mais evoluído, chegando ao fim de suas encarnações. · Para o esoterismo e orientalismo, era uma espécie de guru restrito a uma era |
Jesus Cristo
· Foi superior aos homens (Hb 7:26 etc.) · Nunca foi apresentado na Bíblia como médium (At 3:19-24; Hb 7:26,27; Fp 2:9-11) · Apresentava-se a si mesmo como único Caminho, única Verdade e único meio do homem chegar a Deus (Jo 14:6; Jo 5:24 etc.) · Era o messias prometido, Deus que se tornou homem, o Salvador (Jo 1:41; Jo 4:25; Hb 13:8; Jo 1:29; Jo 1:36; 1ª Co 5:7; Ap 5:12; Ap 7:10; Ap 13:8; Ap 19:7; Ap 21:23; Ap 22:3; Jo 3:16; Jo 14:6-10; Jo 5:39; Lc 4:21; Lc 24:27; 1ª Tm 2:5 etc.) |
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Expiação
· Abominam a doutrina de que o homem nasce pecador, necessitado da graça de Deus, e que Jesus dá o perdão por estes pecados àqueles que crêem nEle e na obra que veio realizar.
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Expiação
· Jesus fez a remissão/expiação dos nossos pecados, voluntariamente; a remissão/expiação/perdão permanente de todos os pecados é obtida, gratuitamente, só pela fé em Jesus (Tt 2:11-14; At 10:43; Ef 1:5-10; Hb 7:24-28; Jo 10:28; Jo 17:3; Rm 6:23; Hb 5:9 etc.) · Somos todos espiritualmente mortos, separados de Deus e necessitados de Salvação (Mt 7:13,14, 21-23; Lc 13:23-28; Jo 14:6; Jo 3:16-18; Jo 3:3; Jo 10:9; Jo 11:25,26; Jo 17:3; Jo 5:24; 1ª Tm 2:5; Mt 18:3; Mt 13:14,15; Mt 11:28-30; etc.) |
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Inferno
· Não aceitam o inferno ou a condenação eterna. Acham injusta e absurda esta doutrina, que acusam ter sido inventada para assustar os que desobedeciam a lei da Igreja. |
Inferno
· A condenação para quem não aceita Jesus é fato, e o inferno – que é passar a eternidade na ausência de Deus, ou seja, caos – existe e será habitação final e eterna dos condenados, do diabo e dos demais anjos caídos (Mc 16:16; Mt 18:8; Mt 23:33; Mt 25:41; Rm 3:8; Rm 8:1; Rm 13:2; Dn 12:2; Jd 6,7 etc.). Entretanto, importa lembrar que, ao contrário do que dizem as religiões, o Cristianismo bíblico ensina que Deus não manda ninguém para o inferno, sendo o fato uma conseqüência do mau uso do livre arbítrio e de responsabilidade única e pessoal de cada indivíduo, ao recusar-se a crer/aceitar, por fé, o dom da vida eterna que o Criador nos oferece gratuitamente, anulando nossa condição de separados espiritualmente de Deus. |
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Igreja
· A Igreja é um instrumento humano de coerção e opressão espiritual, cerceador da liberdade de pensamento e serva de interesses particulares. Para eles, a Igreja barrou na história toda a oportunidade de progresso espiritual
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Igreja
· Foi fundada por Jesus Cristo, que é o Cabeça da igreja; jamais será vencida, pertence a Deus e é por Ele guardada (Ap 3:10; 1ª Tm 3:15; Mt 16:18; Ef 1:22; Ef 5:23; Cl 1:18 ) · Representa o Corpo de Cristo, com uma missão por Ele próprio delegada; é constituída pelos que tornam-se crentes na obra redentora de Jesus; é o fórum legítimo para ação do Espírito Santo; tem papel fundamental no estabelecimento do Reino de Deus; foi multiplicada e edificada pelos apóstolos; e é diferente da religião humana institucionalizada e corrompida ( Mt 18:17; At 5:11; At 8:3; At 9:31; At 11:22; At 12:1,5; At 13:1; At 14:23,27; At 15:4; At 16:5; At 20:28; Rm 16:5; 1ª Co 7:17; 1ª Co 10:32; 1ª Co 11:18,22; 1ª Co 12:28; Gl 1:13; Ef 3:21; 1ª Tm 3:5; 1ª Tm 5:16; Hb 12:23; Tg 5:14; 3ª Jo 10; Ap 1:4; Ap 2:23; Ap 22:16 etc.) |
[1] O presente estudo sobre Espiritismo foi elaborado pelo prof. Ricardo Marques, ex-médium espírita kardecista que, mais tarde, chegou a se envolver também, profundamente, com o esoterismo, tornando-se membro do Colégio dos Magos e da Ordem Rosacruz. Foi, ainda, um dos pioneiros da Nova Era no Brasil, havendo sido um dos fundadores da Associação Brasileira para a Era de Aquário, uma das primeiras entidades promotoras desse movimento no país. Criou o Grupo Alpha 7 de Desenvolvimento Mental, onde lecionava cursos sobre leitura da aura, projeção astral, telepatia, contatos com espíritos de luz etc. Pela graça de Deus, foi resgatado destes engodos pelo amor de Jesus, tornando-se um cristão convicto, no sentido bíblico e original do termo. Esse estudo sobre Espiritismo foi ministrado pela equipe do NCI (Núcleo Cristão de Informação) à Igreja Batista Central de Fortaleza, na Escola Bíblica Dominical, em agosto de 1997, como parte da disciplina “Conhecendo as Seitas”.
[2] Sincretismo: é quando as crenças e práticas de uma religião não são originais, mas sim advindas da combinação de crenças e práticas copiadas, adaptadas e misturadas a partir de outras religiões, muitas vezes até opostas. No caso das chamadas “religiões afrobrasileiras”, por exemplo, houve historicamente, no Brasil, uma adaptação e mistura de crenças e práticas de três linhas religiosas que originalmente não se harmonizam: o catolicismo romano, mitologias tribais africanas e um pouco de religiosidade indígena sulamericana, o que comprova a falsidade dessas religiões afrobrasileiras (uma religião “inventada” a partir da mistura de elementos importados de origens diversas não tem como representar a Verdade, por uma simples questão de coerência lógica). Todas as linhas espíritas são sincréticas, inclusive o kardecismo, que importou elementos do hinduísmo e do budismo e adaptou-os à visão ocidental, incluindo aí uma máscara pseudo-cristã. Portanto, é coisa criada pelo homem.
[3] As afirmações feitas nesta coluna, intitulada “Espiritismo”, foram retiradas diretamente da literatura espírita clássica, principalmente das obras de Kardec. Não se trata de “acusações” contra o espiritismo ou de interpretações erradas.
[4] As afirmações feitas nesta coluna, intitulada “Bíblia”, foram extraídas diretamente da própria Bíblia, de acordo com o contexto real em que aparecem, sem deturpações ou adaptações. Não se trata, portanto, de uma questão de interpretação pessoal nem de opinião pessoal do autor.

Ricardo, se eu fosse escrever aqui todos os elogios devidos a você e a seus textos, ser-me-iam necessários uma eternidade e muitas páginas na internet… Esse artigo é de uma clareza que talvez ainda não tenha visto outro tão iluminado. Pra resumir: parabéns!
Percebe-se que a senhora não leu os artigos. Se os tivesse lido, teria observado que não somente o autor leu toda a obra de Kardec, assim como continuou estudando-a a fundo, como sempre fez. E verifique que as fontes que ele cita foram de ex-médiuns e espíritas famosos, que sabem muito bem o que dizem… O verdadeiro buscador da verdade lê e estuda tudo ao seu alcance, especialmente aquilo que se contrapõe ao que crê, e analisa com honestidade de coração. Caso contrário, nos tornamos seletivos e tendenciosos, apegados apenas ao que nos convém, e não à verdade. Pessoa alguma, agindo assim, chegará à verdade… Nossa sugestão: leia a Bíblia, e não as bobagens que nos recomendou em sua mensagem…
Com amor,
Equipe do NCI
Prezado Sr. Marcos:
Percebemos que o senhor parece não haver lido adequadamente o artigo, uma vez que seus comentários não correspondem ao seu conteúdo.
De fato, o autor do artigo não foi praticante do Candomblé, e sabemos que ele não se considera um especialista no assunto. Entretanto, os comentários que ele faz são produto de informações públicas, escritas e/ou gravadas, da parte de grandes autoridades do Candomblé que, em algum momento de suas vidas, se converteram a Jesus Cristo e decidiram, a partir daí, revelar o que sabiam e explicar a verdade numa versão que normalmente não chegava a público antes… Se todos estes ex-pais e mães-de-santo, com décadas de experiência no Candomblé, espalhados Brasil afora e até no exterior, muitos dos quais nem se conhecem, estão todos mentindo a respeito das informações mencionadas pelo autor em seu artigo, temos certeza de que o mesmo iria retratar-se. Contudo, tem acontecido justamente o oposto: cada vez mais autoridades do Candomblém têm se convertido ao evangelho de Jesus e têm confirmado as informações que ja dispúnhamos.
Portanto, ao mesmo tempo em que temos o maior respeito por qualquer religião que não ofenda o nome de Deus e de Jesus, pedimos sua compreensão no entendimento da obviedade dos fatos e argumentos aqui mencionados.
O senhor estará em nossas orações daqui em diante, pois orar é a maior demonstração de amor que se pode ter por alguém. Continue mantendo contato.
Com amor,
Equipe do NCI