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nciblog - Terça-feira, 5, Maio, 2009

Prezado Sr. Gustavo:

Provavelmente o senhor não leu o artigo com atenção… Se o tivesse feito, perceberia os seguintes pontos:

1. O autor do artigo é um ex-espitualista experiente, ex-médium e profundo studioso, havendo ministrado no espiritualismo por muitos anos, proferindo palestras, organizando eventos, ministrando cursos, escrevendo e ensinado a centenas de pessoas. Assim como diversos outros ex-espiritualistas em nosso meio, e tantos no mundo inteiro (como alguns famosos que o autor cita no artigo, mas estranhamente o senhor ignora), o autor continua estudando profundamente os pressupostos e a doutrina espírita. Portanto, não faz sentido sua recomendação de “estude mais” feita a ele.

2. Seu entendimento da lei brasileira está por demais equivocado. A Constituição garante o direito à livre opinião e expressão, uma vez que o delito de opinião é uma monstruosidade jurídica que só conseguiu existir nos mais terríveis regimes totatlitários, a exemplo do nazismo e na antiga Cortina de Ferro.

A lei brasileira não instituiu o delito de opinião, diferentemente do que o senhor parece estar pensando, pois somos um país democrático. Dessa maneira, “vilipendiar publicamente objeto de culto” não significa uma mordaça ou censura intolerante e perseguidora contra brasileiros que expressarem sua discordância ou mesmo indignação com alguma religião. Aliás, se assim o fosse, teríamos medidas severas sendo tomadas contra revistas, jornais e TVs brasileiras, que dirá de blogs e sites na Internet, pelo fato de hoje em dia ter se tornado quase comum se fazer chacota, crítica e até mesmo injúrias, pública e repetidamente, contra evangélicos e católicos. Há não muito tempo diversos ativistas homossexuais e de religiões afro queimaram fotos e imagens católicas em praça pública, na Bahia, e as autoridades nada fizeram alegando “direito à liberdade de expressão”. Por conseguinte, a aplicação da nossa lei é bem distinta do que o senhor parece imaginar: o exercício de qualquer culto religioso é realmente assegurado, felizmente; porém, a lei não criminaliza qualquer comentário que vá de encontro às doutrinas religiosas existentes, pois comentar o que se pensa é um direito inalienável em qualquer país livre – se isso for cassado, nos tornaremos um gueto de censura, intolerância e perseguição que só encontrará paralelo nas mais aberrantes ditaduras. Além disso, um pouco de sua atenção o fará enxergar que os comentários feitos pelo autor não são opiniões pessoais e muito menos ofensivas a quem quer que seja; pelo contrário, refletem basicamente o que a Bíblia diz – gostemos ou não do que ela diz – e o que afirmam categoricamente ex-ícones do espiritualismo que, certamente, sabem muito bem o que dizem, falando com conhecimento de causa, e estando muito além do que nós mesmos, e o senhor, podemos sonhar em estar em termos de vivência pessoal e domínio do assunto.

3. O senhor comete um incompreensível equívoco quando imagina que estejamos criando discórdias e guerras religiosas. Nossa pregação é sempre de paz e harmonia, contudo temos de Cristo a ordem direta deixada aos apóstolos de “ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura, fazei discípulos em todas as nações”. O evangelho de Jesus é de puro amor e contra todo ódio. Contudo, não há como pregar o evangelho às pessoas que ainda não o entenderam, sem apresentar a elas as verdades das palavras de Jesus, dos apóstolos e dos profetas. Se essas verdades, que não foram criadas por nós, mas que são apresentadas em atitude de amor, e forma pacífica e de esclarecimento, chocam-se de alguma forma com as crenças daquele que as ouve, isso faz parte do processo de evangelização e de conversão, ao qual o próprio Jesus referiu-se repetidamente. Ninguém foi mais amoroso e perfeito do que o Senhor Jesus, que era manso e suave em sua pregação; entretanto, não foram as prostitutas, os beberrões, os ladrões, os adúlteros etc. quem se incomodou com a mensagem de Jesus – pelo contrário, estes a receberam muito bem, convertendo-se aos milhares. Quem se incomodou e quis distorcer a lei justamente para fazer calar Aquele que os incomodava com a verdade, foram os religiosos daquela época, dentre eles os fariseus e saduceus. Chegou ao ponto que o amoroso e perfeito Senhor Jesus teve que confrontá-los de maneira contundente, ora desconcertando-os com argumentos e fatos muito bem colocados e incontestáveis (que eles, por não serem capazes de contra-argumentar, apelavam para a “lei”, querendo prendê-lo), ora chamando-os de “hipócritas” e “raça de víboras”, bradando: “como escapareis da condenação do inferno?”. Este era Jesus, aquele que os espiritualistas dizem seguir… Portanto, prezado amigo, estamos a cumprir a ordenança de Jesus, nada mais. E o fazemos em profundo amor, sem nenhum ódio embutido em nossos atos ou palavras. Àqueles que se sentem incomodados com os fatos incontestáveis que, assim como o fez Jesus, apresentamos, pedimos que, em vez de nos ameaçar com a lei, tentando nos calar fazendo-nos desistir de falar a verdade dada e dita pelo Senhor Deus e por Jesus em Sua Palavra, nossa oração é que apenas reflitam e orem ao Senhor sobre aquilo que temos dito e o que Ele mesmo diz na Bíblia. Se quiserem, argumentem, contradigam, questionem, conversem, mas sempre em respeito e em espírito de brandura e de amor, e em busca sincera e honesta da verdade. É assim que fazemos, é assim que recomendamos que outros façam, independente de qual seja a crença de cada um. Tentar censurar, distorcer, acusar, criminalizar etc., isso não é um caminho justo nem honesto.

Também desejamos a paz para o senhor, e doravante estará sempre em nossas sinceras orações.

Equipe do NCI